19/06 | Sexta-feira: Estéticas Queer e Presenças

Local: Goiânia  (Centro Audiovisual da Funai)

17h00: Mostra Digo Olhar que Inventa Liberdade (70’).

Aparição, Ricardo Sékula, 20′, Jaboatão dos Guararapes/PE, 2025

Uma criança entra em contato com sua subjetividade queer depois que o pai pescador encontra um espelho no mar.

Maic Não Quer Cruzar, Henrique Filho, 20′, Salvador/BA, 2025

Davi deseja que seu cachorro Maic tenha filhotes. No entanto, ele percebe que Maic não demonstra interesse em cruzar. Davi fica confuso e frustrado ao notar que Maic parece preferir a companhia de Chambinho, outro cachorro macho.

Não é da sua conta, Ana Araujo e Gabriela Pazini, 15′, Niterói/RJ, 2025

Em 2013, Alice e Helena criam um perfil falso para espionar colegas da escola, mas acabam chamando a atenção de Raquel, mãe de um dos alunos. O que começa como uma brincadeira se transforma em um perigoso jogo de identidade e exposição online.

Posso Te Fazer Uma Pergunta?, Antônio Cortez e Danilo Teixeira, 15′, São Paulo/SP, 2025

Bate Papo – Libras

Rafael é um menino criativo que encontra em sua avó e irmã o apoio para ser quem realmente é, apesar dos olhares preconceituosos ao seu redor, inspirando-se em uma revista com Lady Gaga que ganha de presente.

18h30: Sessão: Filme Vípuxovuko – Aldeia, Dannon Lacerda, 15′, Campo Grande/MS, 2025 +  Mesa Bate-papo: “Cinema e Resistência Originária” 

A tela como território de luta e memória. A atividade começa com a exibição do curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia (Dir. Dannon Lacerda, 15′, Campo Grande/MS, 2025), uma obra potente que retrata as vivências e a força das identidades originárias.Logo após a projeção, abrimos espaço para a mesa de bate-papo “Cinema e Resistência Originária”. O encontro promove uma reflexão profunda sobre o papel do audiovisual na demarcação de narrativas, direitos e visibilidade dos povos originários e das dissidências em nossa sociedade. O debate contará com a presença das lideranças e ativistas convidados Levi Puri e Fabrício Rosa, trazendo urgência e pluralidade para o diálogo.

Atividade: Exibição do filme + Debate com os convidados.

Acessibilidade: Tradução em Libras.

Vípuxovuko, que significa aldeia na língua Terena, acompanha o cotidiano de uma comunidade indígena em Campo Grande (MS), onde Ailton e seus parentes enfrentam a pressão do Estado para transformar o território em loteamento. Entre rituais, afetos e gestos de resistência, o filme revela o embate entre políticas urbanas, interesses econômicos e o apagamento dos modos dos povos originários. Com abordagem indígena e queer, o filme afirma corpo e território como espaços de disputa, pertencimento e invenção.

19h30: Mostra Digo Prisma – Curadoria Jovem (134’).

América, de Aly Muritiba, 22′, Brasil e Estados Unidos, 2025

“America” acompanha Tom, um imigrante brasileiro em busca do sonho americano, e Josh, um escritor à procura de sua próxima história. Quando os dois se encontram, o sonho de Tom parece se tornar realidade. No entanto, um policial se coloca em seu caminho.

Babilônia, de Duda Gambogi, 22′, Cuba/Brasil, 2024

Babilônia é o lugar para se estar nos sábados à noite, onde a comunidade queer cubana se reúne para ver o famoso espetáculo drag, festejar e flertar. A jovem drag Elizabeth de Victoria está prestes a realizar seu sonho de subir no palco, mas descubrirá que brilhar não é tão fácil como imaginava.

FArDADO, de Dan Biurrum, 25′, Brasil, 2025

Policial militar e gay, Gustavo vive duas realidades que parecem inconciliáveis. Em um ambiente onde estar fardado é estar fadado a não se assumir, ele vê sua natureza ser esmagada pelo medo. Mas até onde o silêncio protege, e quando ele se torna uma arma? FArDADO denuncia a violência velada dentro de uma instituição que deveria acolher.

O Experimento, de Pedro Esteves, 25′, Brasil, 2024

Após um término difícil, Caio inicia um experimento bizarro com arroz para testar o poder do amor e do ódio. O que começa como um projeto de autoajuda rapidamente se transforma em obsessão e delírio. À medida que seu estado mental se deteriora junto com o arroz, a linha entre experimento e colapso emocional começa a se apagar.

Sandra, de Camila Márdila, 20′, Brasil, 2025

Sandra é corretora de seguros e está hospedada em um hotel com sua equipe para um treinamento com uma famosa coach. Quando um telefonema misterioso a desperta em seu quarto, ela entende que está sendo observada por um hóspede estrangeiro.

Tudo o Que Quiser, de Mariana Machado, 20′, Bélgica/Brasil, 2025

“A magia são as pessoas, o ilusionismo é o que as aprisiona.” Após ficarem trancados para fora de casa, três amantes queer brasileiros passam um dia e uma noite navegando pelas ruas de Bruxelas. Acompanhamos sua jornada e as figuras que encontram pelo caminho. O filme oferece um retrato de sua busca por pertencimento em uma terra estrangeira.

Local: Goiânia  (Teatro Zabriskie)

20h00: Espetáculo “Socorro” com Leandra Gitana

Socorro — é um manifesto de sobrevivência, purpurina e muita cara de pau. Neste monólogo cômico e visceral, o público é transportado para a atmosfera vibrante de um cabaré extravagante, onde Socorro desfiia suas memórias: a fuga de uma cidadezinha do interior (com direito a um golpe hilário envolvendo uma cabra inexistente), uma caótica viagem de ônibus rumo ao desconhecido e os desafios reais de se transformar em uma Drag Queen na maior metrópole do país. Entre o riso escrachado e o drama da solidão, Socorro é um espelho da resistência LGBTI+, celebrando o direito de existir, brilhar e, acima de tudo, rir de si mesmo.

Texto e Direção: Ivan Martins

Com: Leandra Gitana

Participação Especial: Helder Amorim

Local: Teatro Zabriskie

Ingressos: R$ 50,00 (Vendas pelo Sympla)

Classificação: 18 anos

Local: Anápolis (Cine Prime)

19h00: Longa: O Brilho Que Você Tem, Larissa Melo e Thais Oliveira, 70′, Brasil, 2026

O Brilho Que Você Tem é um documentário de longa-metragem que revela as vivências da comunidade LGBTQIAPN+ em Goiás, a partir de relatos íntimos sobre identidade, pertencimento e resistência. O filme investiga os pontos em comum dessas trajetórias e os desafios impostos pelo preconceito e pela invisibilidade. Entre afetos e enfrentamentos, a obra celebra o brilho singular de cada pessoa e a potência coletiva de existir e ocupar a cidade.

21h00:  Longa:Apenas Coisas Boas, Daniel Nolasco, 104′, Brasil, 2025

Sessão com presença de equipe (gala)

A trama divide-se em diferentes épocas, contrapondo o início do romance na zona rural nos anos 1980 com o futuro do relacionamento. O filme alterna entre gêneros como o melodrama, realismo fantástico e suspense para abordar a sexualidade, o luto e a passagem do tempo.