Vencedores 2020

Longas Metragens:

Melhor filme: Madame, André da Costa Pinto e Nathan Cirino
Melhor Direção: Madame, André da Costa Pinto e Nathan Cirino
Melhor Roteiro: Madame, André da Costa Pinto e Nathan Cirino
Com gentileza e sensibilidade de uma história que poderia partir para a violência, para o abuso e a morte e pela maneira suave de tocar até mesmo nesses pontos. Mas por ser muito mais sobre a sensibilização com o diferente do que a agressão.
A linda e corajosa trajetória de um menino criado em Barra de São Miguel, Sertão do Cariri, interior da Paraíba. De padre a trans. Dois personagens aparentemente antagônicos, mas que se encontram em um lugar de liderança, cuidados com o social e caráter.

Prêmio Especial Júri – Envelhecimento LGBTI+: Homens Pink, Renato Turnes.

Pelo respeito à memória de quem veio antes e abriu os caminhos.

Forma honrosa de mostrar o que nos antecedeu, para sermos o que somos e termos o que temos, mesmo que ainda carentes de respeito e valorização.

Mostra Nacionais:

Melhor Filme (Prêmio Academia Internacional de Cinema): Marie, Leo Tabosa
Com nostalgia de velhas histórias que vem a tona com o regresso para casa por causa de uma fatalidade e por falar com sensibilidade de novas realidades e possibilidades.
Melhor Atuação: Divina Valéria por Marie de Leo Tabosa

Forte, densa e generosa interpretação que engrandece o drama e conflitos da personagem central. Uma atriz que soube explorar com maestria o brilho já conhecido dos personagens antagonistas.

Melhor Roteiro: Os Últimos Românticos do Mundo, Henrique Arruda
Melhor Direção: Os Últimos Românticos do Mundo, Henrique Arruda

Sem medo do exagero e por não perder o fio narrativo, pela estética carregada de referências e pela potência da imaginação… Amem-se!!

Mostra Internacionais

Melhor Filme: Kiko’s Saints, Manuel Marmier – França
Pela sensibilidade no tratamento do roteiro, a beleza da fotografia e delicadeza dos planos, e a capacidade da narrativa em uma ficção complexa, porém muito bem resolvida.

Melhor Atuação: Lika Minamoto de Kiko’s Saints, Manuel Marmier – França

Pela possibilidade de mostrar-nos através de seus olhos a latente curiosidade de voyeur, justamente a que nos permite adentrar com ela em um delicioso jogo de seus desejos mais secretos.

Melhor Roteiro: Uncoloured Girl, Charlie García Villalb – Espanha
Não enxergar cores, ver tudo em preto e branco e mesmo assim ter uma bela visão de tudo, Por se aceitar como se é. Pelas mudanças na vida, que a vida nos obriga a ter e muito pela não obrigação de ter que vivê-las.

Menção Honrosa: A Throne For Miss Ghana, David MuÑoz – Espanha

Acreditamos que situações como esta não devem se repetir jamais, nenhum ser humano deve ser tratado como criminoso, e nem ser impedido de pisar o solo de uma nação que não seja a sua, menos ainda se o motivo é por conta do tom de pele, ou porque tem uma condição social inferior, ou ser discriminado por ser de um gênero diferente ao que nasceu. Qualquer indivíduo tem o “direito” de decidir o que queira ser, e os outros “devem” acatar a sua decisão.
Raça, falta de meios econômicos e gênero não devem ser motivos de rejeição e nem de descriminação.
Por estas razões a equipe de jurados do Festival da Diversidade Sexual de Goiás, em unanimidade decidiu conceder uma Menção Honrosa a este curta metragem.
Mostra Suzy Capó:

Melhor Filme: Modelo Morto, Modelo Vivo, Iuri Bermudes e Leona Jhovs
O despertar para a sua própria beleza, com potencia e determinação. Mesmo tendo que enfrentar dificuldades sejam elas cotidianas ou não, e que exigem garra. Pelo tratamento dado ao tema da transfobia e nos mostrar a potência do transfeminismo como um dos caminhos para mudar os preconceitos.
Empate – Prêmio Especial Juri:
Melhor Atuação: Leona Jhovs por Modelo Morto, Modelo Vivo, Iuri Bermudes e Leona Jhovs
Melhor Atuação: Erom Cordeiro por Alano, Sílvio Leal e Henrique Oliveira

Sem sombra de dúvidas um casal de atores que nos faz sentir vontade de vê-los protagonizando um mesmo filme. Dominam com magia a arte de interpretar para cinema e isso é mais que visível no trabalho de Leona Jhoves por, Modelo morto, modelo vivo e Erom Cordeiro por, Alano.

Mostra Goianos:

Melhor Filme: (Prêmio Academia Internacional de Cinema) – Nem Puta nem Santa de Alana Ferreira
-A doce e dolorida história que nos faz pensar na dor das doces Brunas.

Melhor Roteiro: Nem Puta nem Santa de Alana Ferreira (2019, 14´ Exp.)
-Com muita sensibilidade e pouquíssimo recurso, consegue contar uma história comovente e esclarecedora.

Melhor Direção: Verde Cor de Rosa, Vincent Glen Gielen, (2019, 23´ Doc)
-Um diretor que consegue transformar um momento documental em pura poesia, merece ser contemplado com o prêmio de melhor direção do DIGO.

FMenção Honrosa

– Certificado – O Arco-íris tem Sete Cores, Iury Bueno (2019, 12´, ficção)
-O Arco-íris tem sete cores que não mudam, mas sempre que ele surge, elas se renovam. Assim somos nós. Aqui aplaudimos aos gritos o Arco-íris toda vez que ele se renova. Hoje Aplaudimos: O arco-íris tem sete cores, de Iury Bueno. Seja bem vindo Iure, no nosso céu.

FPrêmio Especial Christian Petermann:

Sinai Sganzerla, A Mulher da Luz Própria

A voz da mulher Helena Ignez que representa o vigor e o brilho da força da feminilidade em estado puro sinônimo de arte, humanidade e representação do corpo e do futuro como ato político em uma obra audiovisual com olhar de amor, verdade, luta pela liberdade, história, arte e resistência como uma luz na escuridão em momentos difíceis que teimam em persistir.

Troféu DIGO Amigo: Rafael Lisita

O troféu DIGO AMIGE 2020 é do artista Rafael Lisita. Rafael foi o criador da concepção e identidade visual do DIGO. Lisita é um artista goiano, orgulhosamente parte da comunidade LGBTI+, que faz música pop independente. Cantor e compositor.

Homenageada DIGO 2020: Rosa Berardo

A primeira mulher a realizar um filme em Goiás, é fotógrafa, professora, jornalista, roteirista, produtora e cineasta brasileira, conhecida por seu trabalho de produção de imagens fotográficas e fílmicas sobre cultura, identidade cultural, alteridade, gêneros e etnias]. É citada no Dicionário de Filmes Brasileiros curta e média metragem) de Antônio Leão da Silva Neto, São Paulo, 2006. Seu nome consta na Biblioteca Virtual da Mulher como uma das artistas brasileiras que mais se destacou nas áreas de ciência, cultura e comunicação nos últimos anos. Em 2011 criou a Maison du Cinema, (Casa Do Cinema]), um atelier de ensino da teoria e prática do cinema.

Filmes Escolhidos pelo Público (troféu + prêmio Pride Bank)

Melhor longa – Madame, André da Costa Pinto e Nathan Cirino
Melhor curta nacional – Beat 97 de Washington Calegari
Melhor curta Suzy Capó – Sabrina de Jéssica Barreto
Melhor curta goiano – Nem Puta nem Santa de Alana Ferreira